terça-feira, 18 de junho de 2013

Uruguai



Esse pequeno país que perde de território apenas para o Suriname na América do Sul, tem como principais manifestações culturais traços de Argentina e Brasil: o tango e o carnaval.   Mas diferentemente de seus conhecidos vizinhos, o uruguaio é um povo pacato. Esqueça a agitação de Buenos Aires ou o nervosismo de São Paulo. Montevideo, a capital, tem vida tranquila. Com apenas 1 milhão e 300 mil habitantes (a metade da população do país), prédios que remetem a uma época anterior, a cidade é grande o suficiente para ser visitada em um final de semana.

Sem o charme dos cafés portenhos e a praticidade das padarias brasileiras, Montevideo tem ritmo lento quando se trata de comer fora. Fomos a um bom restaurante.  Mas comemos supreendentemente bem nos carrinhos de lanches de rua. Não perca o chivito (uma espécie de x-tudo) e recomendamos também o suculento pancho com panceta, cachorro quente com bacon embrulhado na salsicha. O forte deles é o lanche de rua!
A melhor carne da vida


Para carnes existe o tradicional Mercado del Puerto na Ciudad Vieja, cheio de casas que fazem parrillas. Peça a pulpa (costela) ou fique no ancho (que corresponde ao ojo de bife argentino). O jeito do churrasco deles é diferente do nosso e do argentino. Eles utilizam a brasa da madeira e não o fogo. Misturando a técnica uruguaia com a brasileira, conseguimos comer a melhor carne da nossa vida: feita pelo Mauro num camping, um ojo de bife de bois uruguaios. Super bem acompanhado da excelente cerveja mexicana Negra Modelo.
Mercado do Porto

Ainda na Ciudad Vieja visitamos o bom Museo de Arte Precolombino Indígena que se localiza num edifício do séc. XIX. Nele encontramos um acervo com peças que pertenceram a diferentes culturas dos povos pré-colombianos na América Latina. As informações escritas estão ótimas.

A avenida 18 de julho vale ser percorrida a pé para se admirar bonitas construções como o Palacio Salvo e o Teatro Solis.
Palacio Salvo

Ainda na 18 de julho, não perca uma visita ao Mirante Panorâmico da Intendência de Montevideo. A entrada é gratuita e do 25 andar tem-se uma vista de toda a cidade com painéis ilustrativos auto explicativos. Lembre-se de retirar as entradas antes de subir no edifício no módulo de Informação turísitica localizado na Praça Libertad.

Domingo é dia de feira na rua Tristán Narvaja. Aqui você encontra de tudo: desde legumes e frutas a antiguidades. A feira é enorme, abraça várias ruas adentro e quanto mais afastado da 18 de julho, mais peculiar fica. Lá você encontra tudo que é coisa e os objetos estão agrupados sem ordem. Você pode encontrar lado a lado pelúcias velhas assim como ferramentas ou móveis. Até vidro de perfume vazio tem! Para quem quer montar negócio com objetos vintage, é o lugar certo de se ir!

Como ficamos num hostel em Punta Carretas, frequentamos bastante o shopping de mesmo nome principalmente para passear.  A região de agito fica ali próximo, no bairro de Pocitos.


Feira de domingo: muita quinquilharia


Bom lembrar que Montevideo é banhada pelo rio da Prata, apesar de parecer um grande mar. Para uma bela vista do skyline da cidade, vá à península que forma em Punta Carretas e pare perto do farol. Foi aqui que dormimos nossa primeira noite em Montevideo, numa área já conhecida por overlanders.
Skyline do farol


Montevideo não foi nosso primeiro destino no Uruguai. Saímos de Buenos Aires com o buquebus e chegamos em Colônia do Sacramento em uma hora.

Colônia é bonita, uma cidade colonizada por portugueses. Por isso tantos azulejos. As ruas de pedra lembram Parati.
Casa em Colonia do Sacramento


Tem muitos restaurantes e cafés movimentados durante o dia pois muita gente faz bate e volta a partir de Buenos Aires. Demos azar e pegamos uma tempestade fortíssima nos dois dias que ali ficamos.
Colônia


No caminho para o Brasil, paramos em Punta del Leste. Nossa expectativa para essa cidade estava alta e qual não foi nossa decepção quando lá chegamos e encontramos uma cidade fantasma.


O agito de Punta fica no verão. São três meses de vida e depois, muitos estabelecimentos fecham suas portas. Inclusive o Mc Donald´s da av. Gorlero estava fechado. Os apartamentos são de temporada e vimos prédios e mais prédios totalmente apagados. Um desperdício de espaço e recursos.

A cidade é bonita, fica no local onde o rio da Prata encontra o mar e é banhada pelos dois. A orla é bem cuidada, com algumas esculturas interessantes como das sereias e a mão.
Solta o nosso Jumbo


O entardecer é especialmente bonito apreciado de Punta Ballena onde também se localiza o Museo Taller Casapueblo de Carlos Paéz Vilaró. Visitamos por indicação de todos que visitaram Punta  mas recomendamos com moderação; apesar da entrada bem paga, o local é mais um espaço comercial do que um museu. A construção toda em barro pintada de branco com vista para o mar é o destaque.
Casapueblo


Foi uma passada rápida pelo Uruguai. E tivemos a sorte de poder assistir um concerto com o melhor violinista da atualidade: Itzak Perlman. Saimos enlevados com suas notas. Só por isso, o Uruguai já valeu a pena!
Na expectativa do concerto

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